Textos

Adrienne de Oliveira:


"O corpo sempre esteve presente no universo artístico, seja como modelo idealizado seja nas experiências radicais da body art. E assim é nos trabalhos de Rosa Esteves. Para a artista, contudo, o corpo não surge como figura, suporte, material ou lugar para a arte, esses são apenas recursos em seus trabalhos, neles o corpo vai além, melhor, o corpo da própria artista existe como matriz."

 

Fabio Weintraub:

"Pedaços de um corpo feminino moldados em chocolate e marzipan. Peitos, bocas, colo, púbis..., em tamanho reduzido ou natural, servidos sobre a mesa. Três mulheres, vestidas de vermelho, negro e branco – personagens interpretadas pela própria artista, que modelou as peças a partir do próprio corpo – oficiam a refeição, o repasto totêmico onde se come, não o pai tirânico da horda primitiva, como imaginou Freud, mas a mãe desde sempre desejada."

 

Margarida Sant'Anna:

"O que compõe o imaginário coletivo do homem contemporâneo? Dolly, a ovelha, ganha estatuto de pop star, supermodelos e superatletas são os representantes de uma nova estética totalitária. O culto à perfeição física revela a existência de um lado obscuro dos nossos desejos, (ou dos anseios impostos
pelos mecanismos ideológicos “invisíveis” dos meios de comunicação e informação de massa). O conhecimento do corpo, tanto em termos privados como públicos, e suas implicações – de ordem estética, moral, ética, social, política – são mais que uma necessidade, uma urgência."

 

Rosa Esteves:

"O projeto Corpo comestível trata-se de uma “performance participativa”, pois acontece a partir de uma performance, algo que está acontecendo em determinado instante e local, e que envolve um desempenho para o público e também um desempenho desse mesmo publico. Aqui a forma cênica proposta é o “ritual”, no qual o público deve tornar-se participante, abandonando sua posição de assistente."

 

Wilton Garcia:

"O corpo, hoje, surge como agradável tema emergente que está na agenda dos debates com suas (trans/de)formações: embelezamentos estéticos, cirurgias plásticas, próteses artificiais, técnicas de alimentação, exercícios de musculação. Falo de um corpo recorrente, porém simbioticamente emblemático, simbólico. É um corpo vivo, instigante, que pulsa. Registro a idéia de corpo eminente e subjetivo, o qual ativa a máxima valorização da carne para (re)traduzir sua imagem corporal em afeto, desejo, erótica."



RELEASE – ARTE COMESTÍVEL:

CORPO COMESTÍVEL

"A artista plástica Rosa Esteves estará apresentando nos Estados Unidos, no dia 17 de abril de 2007, a performance Corpo comestível, a convite do Hood College, Frederick, Maryland."